quarta-feira, 18 de março de 2015

Não vemos as coisas como elas são, mas como somos

"Toda a construção, em todos os aspectos de nossa vida, derivam exclusivamente da forma como percebemos a realidade..."

De fato não vemos as coisas como elas são, mas como nós somos. Mudar de mundo, verdadeiramente, é mudar de olhar. Tudo que estabelecemos como nosso foco de atenção é também o que percebemos, encontramos, realizamos e vivemos. Definir o foco, portanto, é a forma de organizar a trajetória da vida, entendendo que cada escolha pressupõe um caminho que contém determinados resultados.
Quando nossos resultados de vida não estão satisfatórios ou não são os mais felizes, isso significa que é tempo de rever nosso foco, nossa decisões sobre onde colocar nossa atenção, energia e interesse.

Toda a construção, em todos os aspectos de nossa vida, derivam exclusivamente da forma como percebemos a realidade. O que ocorre talvez não possa ser escolhido ou evitado, contudo a forma como lidamos com os eventos depende exclusivamente de nossa capacidade de perceber, transmutar e definir. Assim, nosso foco define a qualidade e o valor de cada experiência.




Sete questões essenciais para ajustar o foco à vida

Tendo isso em conta, podemos ajustar a vida, ao ajustar nosso foco. Assim, vale a pena refletir sobre alguns aspectos para realizar mudanças positivas:

1) Quais são os meus resultados?
Esta é uma pergunta pragmática. Não importa aqui as razões, desculpas ou justificativas. O que vale mesmo são os resultados concretos e mensuráveis e é a partir desse diagnóstico que se pode perceber a necessidade de promover mudanças e ajustar o foco.
2) Que resultados desejo?
Definir o que queremos, levando em conta as condições, valores e esforços necessários, é um primeiro movimento para redefinir o foco e ajustar nossa trajetória.
3) O que me impede de conseguir o que quero?
Ter clareza das limitações sejam elas pessoais como medo, incapacidade, desconhecimento ou oportunidades; sejam elas condicionais, como tempo, recursos ou pessoas, é uma parte importante do diagnóstico e permite que um novo e aprimorado plano de ação possa ser estabelecido.
4) O que possuo para realizar meus propósitos?
Um inventário de habilidades, capacidades, recursos disponíveis, contatos, oportunidades identificadas e conhecimentos, permitem que a equação tenha uma soma positiva e que sejamos inspirados à ação.
5) Quais minhas motivações?
Conhecer o que nos move a buscar determinado resultado e quais os esforços que estaríamos dispostos a fazer para realizar os propósitos são a base onde fundamentamos nossa ação e persistimos em nossos objetivos, independente dos desafios.
6) Quais meus temores?
O autoconhecimento é a melhor e mais eficaz forma de desenvolver um projeto de vida sustentável, íntegro e pleno. Conhecer nossos medos, receios, ansiedades e angústias é uma maneira de identificar os obstáculos internos para poder superá-los.
7) O que estou fazendo para alcançar meus propósitos?
Somente a ação pode nos levar a resultados, desta forma é fundamental identificar como estamos agindo em prol de nossos objetivos e ter a clareza de que toda ação equivale a uma reação proporcional e contrária, que serão os resultados almejados. Assim, se desejamos que a flor floresça precisamos enterrar a semente.
Estes são os aspectos mais essenciais para o ajuste preciso de nosso foco de vida, carreira, relacionamento, saúde, ou qualquer que seja a área que queiramos trabalhar e desenvolver. Nada muda se não mudarmos, este é o convite para afinarmos nosso instrumento de navegação e trilharmos os caminhos primorosos da vida. Reflita sobre isso!








segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Intestino nosso segundo cérebro


O intestino durante muitos anos só era lembrado quando as pessoas comiam algo que não lhes fazia bem, atualmente a situação é bem diferente, depois de reconhecido como um "órgão inteligente"por sua capacidade de selecionar entre o que comemos o que nos é útil ou não, foi recentemente proclamado "segundo cérebeo"por ser o único órgão humano capaz de executar funções independentemente do sistema nervoso central.

A sabedoria oriental já chamavam de "cérebro visceral"o chacra solar, e segundo eles, esse chacra comanda as emoções.
Fenômenos como o aumento assustador de casos de alergias, diabetes e dos males que mais matam no mundo como câncer e doenças coronarianas, também podem ser explicados como perturbações na dinâmica das enzimas, hormônios e neurotransmissores que atuam no sistema gastrointestinal.
  •  8o% do nosso potencial de imunidade se concentra na mucosa do intestino;
  • 60% do total de imunoglobulinas (IgAs, IgEs, IgG) do nosso corpo;, que protegem nosso organismo;
  • É um grande produtor do hormônio do crescimento;
  • A acetilcolina neurotransmissor presente no cérebro e de grande importância para memória, é secretada em grande quantidade nos nervos que recobrem o intestino;
  • A serotonina, sua produção está intimamente relacionada a digestão e absorção, quando o intestino absorve alguns minerais em especial o zinco, garante a síntese de substâncias precursoras da serotonina.

A serotonina que age no cérebro é uma grande responsável pelo humor, casos de depressão estão relacionados a quedas das taxas de serotonina.
O uso de pilula anticoncepcional pode facilitar a permeabilidade intestinal, provocando a perda de vitamina B6, também envolvida na formação de serotonina, e com isso contribuir para que as mulheres apresentem mais depressão, que por sua vez aumenta a necessidade de ingestão de carboidratos e facilita as alterações intestinais, iniciando um ciclo ligando depressão, obesidade, permeabilidade e disbiose intestinal na mulher.







quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Terapia craniossacral em crianças

Dr. John Upledger, criador da terapia craniossacral
Existem muitas modalidades de terapias alternativas naturais que podem diminuir e eliminar a necessidade de medicamentos, cirurgias e tratamentos radicais em diversos casos.
A Terapia Craniossacral é uma terapia manual usada para o restabelecimento da saúde em todas as idades, em condições agudas e crônicas. É um tratamento extremamente seguro e não invasivo, muito eficaz e adequado para bebês e crianças. Ela é feita através de toques bem suaves fazendo com que o corpo relaxe a níveis bem profundos.
Certamente, ajudando os bebês e crianças a resolverem padrões de estresse, desconforto e desequilíbrios o mais cedo possível.
São muitas as indicações para esse trabalho: traumas intra-uterinos e de nascimento, cólicas em recém-nascidos, irritabilidade, constipação intestinal, sono inquieto, problemas de aprendizagem na fase escolar, entre outros sintomas.
Mesmo o recém-nascido, o bebê ou criança que não apresenta nenhum sintoma pode beneficiar-se com o tratamento, pois vai obter um fortalecimento do Sistema Imunológico e do Sistema Nervoso, um benefício para toda a vida.

O tratamento restabelece o equilíbrio no sistema craniossacral, restaurando a saúde e o funcionamento apropriado das partes afetadas, de maneira suave e prazerosa, acalmando e confortando.


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Como é realizada a sessão de microfisioterapia?


Após a Avaliação e Anamnese (conversa a respeito de queixas e disfunções do paciente), o fisioterapeuta pede ao paciente para se deitar na maca. Não é necessário se despir para realizar o tratamento, dando preferência para roupas mais leves.

Então, guiado por “mapas” desenvolvidos pelos criadores da microfisioterapia, o fisioterapeuta através de toques leves com as mãos procura restrições a serem liberadas em lugares específicos.

Assim, quando a restrição aparece entre as mãos do fisioterapeuta, ele a estimula com gestos, para que o organismo reconheça as cicatrizes geradas por memórias antigas e inicie o processo de reparação.

Como o corpo foi estimulado a eliminar os agentes agressores, poderão surgir reações físicas e/ou emocionais, muitas vezes sutis, que devem desaparecer em dias ou semanas. A duração de cada sessão pode variar de 50 a 90 minutos.

É preciso um tempo para o corpo se autocorrigir, assim, o intervalo entre as sessões deve ser aproximadamente de 30 a 60 dias. É indicada a ingestão de muita água após a sessão para auxiliar no tratamento.  Depois desse intervalo, o paciente passa por nova avaliação, e se necessário, é submetido a outras sessões, se o terapeuta achar necessário ou se o paciente ainda apresentar queixas. Para um sintoma 3 à 4 sessões são suficientes.

Após esse tratamento o paciente pode efetuar uma sessão por ano, a título preventivo.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

O verdadeiro perdão consiste em se libertar da dor


Você nunca estará livre da amargura enquanto continuar a ter pensamentos de rancor. Como poderá ser feliz se continuar a escolher guardar raiva e ressentimento? Pensamentos amargos não criam alegria. Não importa o quanto você possa achar que tem razões para a mágoa, não importa o dano que os outros lhe causaram. Se Você insistir em ficar preso ao passado, nunca será livre. Perdoar a si mesmo e aos outros libertará Você da prisão do passado. Se Você se sente preso a uma determinada situação, ou se suas afirmações não estão funcionando, geralmente isso significa que ainda há trabalho a ser feito em relação ao perdão. Quando Você não flui de modo livre com a vida, normalmente é porque está aprisionado a um acontecimento passado. Pode ser arrependimento, tristeza, mágoa, medo, culpa, acusação, raiva, ressentimento, ou às vezes até desejo de vingança. Cada um desses estados de espírito resulta da ausência de perdão, da recusa em desapegar-se do que passou e viver plenamente o momento presente. Desta forma, Você compromete seu futuro, pois ele só pode ser criado no agora.
Se Você permanece ligado ao passado, não consegue usufruir o presente. É somente nele que os pensamentos e palavras têm poder. Se o presente está contaminado pelas mágoas antigas, você estará criando seu futuro a partir do lixo do passado.
Quando você acusa outra pessoa, abre mão do seu próprio poder, pois está deslocando a responsabilidade para o outro.
As pessoas que fazem parte da sua vida podem se comportar de maneira que provoquem reações incômodas em você. No entanto, se elas passam a ocupar sua mente, é você quem as deixa permanecer lá, produzindo sofrimento e drenando sua energia. Assumir a responsabilidade pelos próprios sentimentos e reações equivale a assumir as rédeas da sua vida. Esta é uma escolha que você faz a cada momento: dominar o processo e dar à sua vida a direção que você deseja ou simplesmente reagir aos acontecimentos externos.
A maioria das pessoas não entende direito o que é o perdão nem sabe que existe diferença entre perdão e aceitação.
Perdoar alguém não significa justificar o seu comportamento! O ato de perdoar se dá na sua mente. Não tem absolutamente nada a ver com a outra pessoa. O verdadeiro perdão consiste em se libertar da dor. É apenas um ato de libertação da energia negativa à qual você escolheu ficar ligado.
E também o perdão não significa permitir que comportamentos e ações dos outros que causam sofrimento continuem a ocorrer. Às vezes o perdão significa desapegar-se, você perdoa a pessoa e a libera. Assumir uma posição de recusa à agressão alheia e estabelecer limites saudáveis é geralmente a atitude mais amorosa que você pode ter, não apenas em relação a si mesmo como também ao outro.
Sejam quais forem suas razões para ter sentimentos de amargura e rancor, você pode superá-los. Você tem essa escolha. Pode escolher permanecer prisioneiro e ressentido, ou pode fazer um favor a si mesmo perdoando o que aconteceu no passado, desapegando-se, e passando a criar uma vida de alegria e realizações. Você tem a liberdade de fazer da sua vida o que quiser, porque tem a liberdade de escolha.
 Louise Hay

terça-feira, 17 de junho de 2014

O que acontece quando nossas emoções ficam guardadas no corpo

Nunca é tarde demais para prestar atenção nas emoções não expressadas que arquivamos no corpo, que se manifestam através de dores, desconforto e tensões.
Quando olhamos para a linguagem que usamos para falar das nossas reações emocionais, normalmente existe uma sensação física associada a elas: um caroço na garganta, borboletas no estômago, falta de ar, o peso do mundo nos ombros. Isso não é mera coincidência. Essas reações viscerais são mensagens do nosso corpo.
Chamamos de "conexão entre mente e corpo". Essas reações são associadas com o uso da mente - através de pensamentos positivos - para ajudar a melhorar o estado geral do corpo, sua imunidade e provocar sensação de bem estar. Embora usar a mente para atingir o corpo seja extremamente útil e preciso, não podemos ignorar que nosso corpo pode também ser uma forma de acessar e tratar nossas emoções mais escondidas.
A maioria de nós pode se lembrar de um tempo quando expressar uma emoção era desencorajado pelos adultos que nos cercavam. Pais ainda dizem para as crianças que "sejam valentes", ou "engulam o choro". Ou ainda diminuem suas sensações de dor com o clássico "não foi nada". Nossos corpos simplesmente gravam aquilo que acontece com nossas emoções - mesmo que tenhamos sido convencidos intelectualmente a lidar com elas, ou a ignorá-las. O impacto físico e emocional de dores e sentimentos não expressados é algo que perdura. Fica marcado.
Abaixo há uma ilustração de padrões típicos de emoções guardadas no corpo, reconhecidas pelas entidades de trabalhos corporais. Cada pessoa desenvolve também seus padrões individuais, mas esses são alguns dos padrões mais comuns:



Nossos corpos sabem das coisas que nossas mentes gostariam de se livrar. Das coisas que estão esquecidas em algum nível de consciência, estão sempre presentes concretamente no corpo. A boa notícia é que nunca é tarde para acessar esses assuntos, e que os resultados de um olhar para o corpo, podem afetar tanto o plano físico como o mental e emocional.

Alguns passos que você pode dar para liberar emoções mal resolvidas:
1) Encontre uma atividade física diária que você goste. Perceba, não se trata de "faça exercício". Cuidar do corpo é importante, mas a intenção aqui é ser feliz, através do olhar para o corpo. Portanto tem que ser alguma atividade que amamos fazer. É interessante também que seja algo que acalme um pouco a mente. Muitas pessoas encontram na ioga, nas corridas e outras atividades do gênero esse componente meditativo. Pode ser simplesmente uma caminhada silenciosa de dez minutos, onde você pode prestar atenção na sua respiração e outras sensações corporais.

2) Receber algum trabalho corporal com frequência. Massagens terapêuticas são uma das formas mais efetivas de se liberar emoções guardadas. Quando alguém trabalha nos nódulos do pescoço, onde guardamos estresse e raiva por tanto tempo, as emoções começam a vir à tona. É comum ver clientes chorando nas mesas dos massagistas. É importante somente lembrar que os profissionais de terapias corporais não são psicoterapeutas, portanto são tidos como agentes auxiliares para liberar as emoções e iniciar o processo de cura, individual de cada um, que pode necessitar em outro momento de ajuda de outros profissionais.

3) Fazer do toque parte integrante de nossos relacionamentos primários. Isso soa simples, óbvio até. Mas infelizmente podemos nos deixar levar pela cultura do "não-me-toque". Menos e menos das nossas interações diárias envolvem o toque. Na medida que apoiamos nossas estratégias de comunicação nas mídias sociais e demais tecnologias, nossos relacionamentos tem menos contato corpo a corpo do que precisamos. Encoste nas pessoas, nos braços ou ombros, quando fala com elas. Cumprimente os amigos com um abraço. Vá jogar basquete com os amigos, ao invés de assistir na TV. Quando começarmos a compreender que não somos mentes presas dentro de um corpo, e sim mente e corpo atuando em perfeita harmonia, podemos começar a curar velhas feridas de uma forma mais profunda e duradora.


quinta-feira, 15 de maio de 2014

Como problemas emocionais se transformam em doenças?


A ideia de que fenômenos emocionais levam a alterações físicas é antiga. Em 1628, o anatomista inglês William Harvey (1578-1657) observou que todo mal-estar sentido na mente era direcionado para o coração. Hoje se sabe que o inconsciente interpreta e responde ao que chega ao cérebro por meio das terminações nervosas do corpo. É o que acontece quando levamos um susto, por exemplo.
Contra uma possível ameaça, o cérebro dispara reações para enfrentá-la ou fugir dela. “O coração acelera os batimentos para redistribuir o sangue para os músculos correrem ou lutarem e para o cérebro processar com rapidez toda essa situação. É por isso também que, para oxigená-los, a respiração fica mais rápida. É o chamado estresse, que envolve o sistema nervoso, hormonal e imunológico”, explica Artur Zular, presidente do Comitê Multidisciplinar de Medicina Psicossomática da Associação Paulista de Medicina.
Sem a fonte estressora, o corpo volta ao normal. Mas em caso de estresse permanente as coisas se complicam: os órgãos podem se esgotar, adoecer e o sistema imunológico tem sua ação inibida, facilitando o aparecimento de asma, alergias, gastrite, infecções e problemas cardíacos.

Fontes: Artur Zular, Presidente do Comitê Multidisciplinar de Medicina Psicossomática da Associação Paulista de Medicina; Ricardo Monezi, pesquisador do Instituto de Medicina Comportamental da Unifesp; e Sérgio Hércules, vice-presidente da Associação Brasileira de Medicina Psicossomática. Revista Galileu